Mobilização contra MP do Saneamento recebe apoio da CASAN e Sindicato dos Trabalhadores
O movimento liderado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (AESBE) contra a Medida Provisória 868, a MP do Saneamento, recebeu em Santa Catarina apoio da CASAN e do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado (Sintaema).
Nesta segunda-feira, em diversas unidades de água e esgoto do Sistema CASAN no Estado os funcionários promoverem um ato simbólico, na primeira hora do dia, em defesa da universalização do saneamento e contra o sucateamento do setor proposto pela MP que está em tramitação no Congresso Nacional.
A partir das 14h30min o Plenarinho da Assembleia Legislativa realiza debate sobre O Futuro do Saneamento de Santa Catarina, que vai contar com a participação de parlamentares, formadores de opinião, líderes de diversas áreas do saneamento e sindicatos do setor.
O texto da MP aprovado na quarta-feira, dia 8, em Comissão Mista do Congresso, relatado pelo senador Tasso Jereissati, facilita à iniciativa privada a administração dos sistemas mais rentáveis, deixando com o poder público e o contribuinte a gestão dos municípios menores, atrasando ainda mais a universalização do saneamento no país.
Esse processo pode ser deflagrado caso a MP entre em vigor, pois a medida proíbe a celebração de Contratos de Programa dos municípios com as empresas estaduais sem realização de licitação.
Apoio do Governo de SC
Em carta assinada por governadores de 23 Estados, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, manifestou sua discordância ao teor da Medida Provisória nº 868/2018, “pois acarretará a impossibilidade da prestação de serviços de saneamento pelas Companhias estatais”.
Da forma como foi aprovado o Relatório pela Comissão Mista, alerta o Fórum de Governadores, ao invés de propiciar o avanço na universalização dos serviços a nova regulamentação vai trazer um retrocesso que traz insegurança jurídica, grandes riscos de agravamento das desigualdades, de desestruturação do setor e enfraquece sobremaneira a participação dos Estados na gestão dos serviços de saneamento básico.
Tramitando em regime de urgência, a MP foi um dos últimos atos de ofício do ex-presidente Michel Temer (MDB) e hoje é apoiada por setores do Governo Federal. O novo Marco já obteve sinal positivo na comissão mista formada no Congresso, que votou favoravelmente ao parecer do relator Tasso Jereissati (PSDB) na última quarta-feira (8).
Desde sua apresentação, a MP vem sendo criticada por instituições do setor, estudiosos e pesquisadores. Além do governo, empresários e multinacionais que atuam com saneamento são defensores das novas regras e argumentam que o Estado não está dando conta dos investimentos necessários.
Uma maior abertura para o capital privado pode, segundo os críticos, acarretar maiores tarifas para a população, já que as empresas privadas não têm o compromisso social de levar o saneamento a toda a população.
Como funciona o saneamento no Brasil
A implementação de saneamento básico no país é regida pela Lei 11.445 de 2007. O artigo 2º estabelece que o saneamento é o conjunto de serviços operacionais de:
Abastecimento de água potável;
Esgotamento sanitário, envolvendo coleta, transporte, tratamento e disposição final no meio ambiente;
Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
A titularidade do serviço de Saneamento Básico é dos municípios, e estes têm três possibilidades para gerir estas atividades:
Administração pública direta, quando o município se encarrega de prestar os serviços de saneamento;
Contratos de Programa, instrumento utilizado pelo município para contratar empresas estatais (CASAN, Sanepar e Sabesp, por exemplo) para realizar o serviço de saneamento;
Licitação para contratação de empresas privadas.
“Para a época, são normas bem avançadas. A lei traz elementos inovadores, ela enxerga a necessidade dos mais pobres. Não acho que seja um modelo perfeito, mas a ideia de uma solidariedade entre os municípios maiores e menores não pode ser ignorada”, avalia Leo Heller, pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e relator especial da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o direito à água e ao saneamento.
Para o Presidente da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), Roberto Tavares, acabar com os Contratos de Programa é "o pior equívoco” da Medida. “No fim, o município não terá dinheiro para fazer a administração direta e só vai sobrar a licitação com empresas privadas”, alerta.
Neste Dia de Mobilização, profissionais da CASAN de todo o Estado se reuniram em atos simbólicos em defesa da universalização do saneamento e contra o sucateamento do setor proposto pela MP que está em tramitação no Congresso Nacional
SUPERINTENDÊNCIA DA REGIÃO METROPOLITANA DA GRANDE FLORIANÓPOLIS
Matriz da CASAN
Centro Integrado de Operação e Manunteção (CIOM)
Almoxarifado Central
Setor de Esgoto - ETE Insular
Call Center
Almoxarifado
Unidade Costa Sul-Leste

ETA José Pedro Horstmann

Biguaçu

Rio do Sul

Barra Velha

Agrolândia

Apiuna

Araquari

Ascurra

Balneário Barra do Sul

Canoinhas

Indaial

Benedito Novo

Curitibanos

Dona Emma

Ibirama

Imbuia

Itaiópolis

Ituporanga

Laurentino

Lontras e Presidente Nereu

Mafra

Petrolândia

Piçarras

Ponte Alta

Pouso Redondo

Rio dos Cedros

Taió
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DO OESTE

Abelardo Luz

Chapecó

Coronel Freitas

Guaraciaba

Pinheiro Preto

Irani

São Lourenço do Oeste

Pinhalzinho
Palma Sola


São Domingos

Seara

Treze Tilias
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Ouro Verde

Ipira-Piratuba

Xanxerê

Xaxim

São MIguel do Oeste

Bom Jardim da Serra

Braço do Norte

Forquilhinha

Armazém

Garopaba

Içara

Laguna

Lauro Muller

Pescaria Brava

Superintendência

Treze de Maio

Bom Retiro

Turvo

Campo Belo do Sul